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Defesa Civil Estadual socorre desalojados e desabrigados em cinco municípios de Rondônia

A Defesa Civil Estadual apoia desde o final de semana a capital, Porto Velho, e cinco municípios do interior de Rondônia atingidos por chuvas intensas e enxurradas: Buritis (já decretado estado de emergência), Cacoal, Campo Novo de Rondônia, Nova Mamoré, Pimenta Bueno e Porto Velho. Desde as primeiras inundações do rio Madeira, até esta terça-feira (24), pelo menos 207 famílias foram abrigadas em 140 barracas de lona em Porto Velho. Desse total, 29 ficaram desabrigadas e 178 desalojadas. Uma única família, do Lago Maravilha, está abrigada na Escola Municipal Paulo Monteiro Brasil, na BR-319.

 

Na segunda-feira (23), o rio Madeira subiu para 21,98 metros a sua cota na região do Abunã, e alcançava 16,96m na manhã desta terça-feira, na zona ribeirinha da Capital, onde o agravamento da situação também ocorreu no fim de semana, quando o rio alcançou a cota de 17,10m. Com isso, a Defesa Civil socorreu famílias dos bairros Areal, Baixa da União, Balsa, Mocambo, Nacional, São Sebastião e Vila Candeias, mobilizando oito viaturas e várias equipes.

 

Entre sexta-feira e sábado passado (21), a enxurrada destruiu pontes, bueiros e estradas vicinais, e obrigou a rede municipal de ensino a paralisar as aulas em Nova Mamoré (região de Guajará-Mirim). O escoamento da produção leiteira também foi prejudicado. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) mobilizará equipes para a recuperação das estradas.

 

“Apoiamos a Defesa Civil municipal no reconhecimento da situação de emergência”, informou o diretor de planejamento e operações da Defesa Civil estadual, tenente Artur Luiz de Souza.

 

Em Buritis (na mesma região), um dos municípios mais atingidos até agora, a equipe da Defesa Civil conclui nesta terça-feira o levantamento dos prejuízos. Cerca de mil casas foram atingidas pelas águas e pela enxurrada, segundo estimativa da prefeitura. Nesse município, os rios Candeias e São Domingos, além do Igarapé do Veado, transbordaram logo depois da chuva de sexta-feira (20), com duração até a tarde de sábado.

 

Em consequência da inundação do rio Pimenta (afluente do rio Machado), o município de Pimenta Bueno teve 480 famílias desabrigadas ou desalojadas, constatou a Defesa Civil estadual. Em Campo Novo de Rondônia (região de Ariquemes), a enxurrada destruiu uma ponte, mas não ficou caracterizada situação de emergência.

 

Desde o início de março, a solidariedade da Defesa Civil estendeu-se também aos vizinhos moradores do estado do Acre. Nos dias 3, 6 e 7, o órgão apoiou comboios transportando 152 toneladas de gêneros enviados para Rio Branco pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). Segundo o tenente Artur de Souza, a Defesa Civil custeou combustíveis no valor de R$ 2,3 mil, e cedeu cinco viaturas para as viagens.

 

Dados da Defesa Civil mostram que em janeiro choveu 265 milímetros em 19 dias; em fevereiro, durante 15 dias, o pluviômetro marcou 190.1 mm; e no mês de março, em 17 dias, 220.1 mm. Já o Setor de Hidrologia do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) em Porto Velho aponta recordes de chuvas: em 27 de janeiro, 46 mm; em 19 de fevereiro, 61,3 mm. Apenas nos dias 23 e 24 (hoje) houve acúmulo de 89,1 mm.

 

“Essas chuvas têm pouca influência no nível do rio”,  explicou o hidrólogo Franco Buffon. Ele ressalta que “são necessários grandes volumes precipitados em grandes áreas para que o nível seja elevado”.

 

Cerca de 70% da área que capta chuvas que drenam para o rio Madeira se localizam na Bolívia e no Peru, e de lá escoam para o Brasil, ou seja, em locais anteriores (rio acima) ao município de Porto Velho.

 

No entanto, conforme a análise de Buffon, grandes volumes de chuva na bacia hidrográfica dos rios Beni e Mamoré (ambos na Bolívia) colocaram o rio Madeira em situação de alerta e de risco iminente de transbordamento, ou seja, níveis próximos ou acima de 17m.

 

Ocorreram pequenos transbordamentos, tanto que a maior parte das famílias de ribeirinhos da região do Baixo Madeira preferiu não ser remanejada para Porto Velho, pelo menos até agora.

 

Mesmo assim, o hidrólogo não descarta um grande transbordamento, pois a estação chuvosa ainda não terminou. “Geralmente, ela se encerra em meados da primeira ou segunda quinzena de abril.  Situação semelhante à do ano passado, porém, está descartada”. Em 2014, o rio ultrapassou a cota de 19m.

 

 Decom
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