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Atlético Pimentense não disputa Campeonato 2015, mas diretoria mantém planos ousados para o futuro

(Da redação correiopimentense.com.br - Benê Barbosa)

 

Nos últimos seis anos o Clube Atlético Pimentense viveu a pior e a melhor fase da sua história.  Rebaixado depois de uma campanha vergonhosa, quando sofreu goleadas desmoralizantes – dez a zero, por exemplo – o CAP revitalizou, foi campeão da Segunda Divisão e em 2014 se transformou na maior sensação do campeonato rondoniense e foi vice-campeão. Em 2014 chegou às quartas de final e agora, em 2015, não vai disputar o certame.

            A informação foi confirmada na tarde de sexta, 26, pelo vice-presidente do clube, Cláudio Rocha. A decisão da diretoria, conforme Rocha, está fundamentada em avaliações técnicas da estrutura financeira do clube, observando-se principalmente as probabilidades de se firmar parcerias capazes de garantir aporte financeiro suficiente para a formação e manutenção de uma equipe de alto nível.

            Numa temporada de quatro meses (formação, pré-temporada e campeonato) é necessário, em cálculos “enxutos”, pelo menos 250 mil reais, pouco mais de 60 mil reais por mês ou dois mil reais por dia.  “Participar da competição sem condições adequadas poderia prejudicar a boa imagem que o CAP reconquistou”, observou Cláudio Rocha.

 

APOSTANDO NO TRABALHO DE BASE

 

            Longe da disputa profissional, a diretoria do Atlético Pimentense não está em hibernação e continua se movimentando para viabilizar projetos viáveis, simples e promissores para quem entende que é preciso planejar para obter resultados a médio e longo prazo. Para quem não acredita que é possível fazer muito com pouco investimento e bastante trabalho, os planos da diretoria do CAP são “ousados,” classificação que Cláudio Rocha acha exagerada.

            “Nós continuamos trabalhando com as categorias de base, graças à dedicação de muitos profissionais e empresários que gostam de futebol, acreditam no resultado social positivo gerado pela oferta de prática esportiva a crianças e adolescentes e que acreditam também que podemos, sim, formar um elenco profissional  de alto nível com jogadores formados nas categorias de base”, explica Cláudio, destacando a dedicação do professor Francisco Perez, o Chicão, que atualmente coordena cerca de 150 crianças de várias faixas etárias que estão inscritas na escolinha do Atlético Pimentense.

 

            As dificuldades são, evidentemente, de ordem financeira.  Se o futebol profissional rondoniense não tem envergadura para atrair patrocinadores na iniciativa privada, nada se pode esperar para categorias de base, que não oferecem nenhum retorno publicitário vantajoso.

  Resta, então, buscar parceria com a gestão pública, no que estão empenhados o vice-presidente Cláudio Rocha, o presidente Marcos Lenzi e o técnico de futebol e membro da diretoria do CAP, Helder Palmonari.  A firmação de convênios com clubes e entidades esportivas que mantém escolinhas de futebol tem amplo amparo legal, situação que não se aplica ao futebol profissional.

Hoje as escolinhas do Atlético Pimentense estão operando por conta da dedicação de voluntários e contribuições de pequenos empresários. A expansão desse trabalho e geração de resultados mais rápidos depende da disposição dos gestores públicos para destinar ao esporte os recursos previstos no orçamento e garantidos constitucionalmente. A diretoria do CAP está otimista quanto a isso e vai apresentar projeto minuciosamente elaborado, requerendo a firmação de convênio junto a administração municipal para manutenção das escolinhas do Atlético.

 

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