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Projeto de piscicultura consorciada deve impulsionar a produção de peixe em Rondônia

Um projeto arrojado para impulsionar a piscicultura e a lavoura consorciada, no âmbito da agricultura familiar, é a meta do governo de Rondônia, com a implantação do Sistema Integrado de Piscicultura para Agricultura Familiar (Sispaf), que será lançado na abertura da 5ª Rondônia Rural Show, no próximo dia 25, em Ji-Paraná.

 

Segundo Jander Plaça, gerente de Aquicultura e Pesca da Secretaria de Agricultura (Seagri), o projeto como foi concebido é totalmente novo, embora haja alguns similares particulares. O que difere, de acordo com sua explicação, é proposta de produção e o alcance social de seus resultados, tendo em vista que se trata de uma metodologia capaz de revolucionar o modelo produtivo tradicional, com a inserção de técnicas novas de produção conjunta de peixe, açaí, banana, cacau e até capim, entre outras.

 

O sistema consiste na implantação de tanques de lona suspensos e enterrados para facilitar o manejo dos peixes e dos resíduos produzidos, que separados são destinados à compostagem e irrigação. Os resíduos sólidos transformam-se em adubo para as lavouras frutíferas e para as áreas de pastagem, enquanto que a água substituída nos tanques – rica em nutrientes – é destinada à irrigação e adubação das hortaliças, tudo no âmbito da agricultura familiar.

 

De acordo com o médico veterinário, Carlindo Filho, o Maranhão, da equipe da Seagri, a vantagem da produção consorciada é a possibilidade que se tem de diversificar a produção nas pequenas propriedades. Ele lembrou que a banana, por exemplo, além de mercado garantido, é atualmente um dos produtos mais valorizados dentro e fora do Estado de Rondônia, assim como o açaí.

 

EMPRESA DO ACRE VAI DAR SUPORTE

 

Maranhão anunciou também que o projeto prevê a parceria com a empresa acriana Peixe da Amazônia, que vai fornecer alevinos, financiar a ração e comprar toda a produção de peixe – pirarucu, tambaqui, pintado e outros -, o que deverá resolver o entrave da comercialização, considerado o principal problema dos produtores de peixes de Rondônia.

 

Inicialmente, para implantação deste projeto, o pequeno produtor terá que fazer um investimento de cerca de R$ 20 mil para a compra dos tanques. Mas, de acordo com Jander Plaça, a equipe da Seagri já está fazendo gestões e trabalhando para garantir no orçamento do estado do próximo ano os recursos necessários para financiar os tanques. Assim, o estado financia o projeto para o pequeno produtor, e ele paga o financiamento com a própria produção – peixes, hortaliças e frutas – que será destinada ao atendimento de programas oficiais, como merenda escolar e alimentação nas unidades de saúde e presídios.

 

Pelo menos 12 unidades deste projeto já funcionam no estado, com incentivo do governo, segundo o gerente da Seagri. Em Porto Velho, os principais são o Piraçaí, projeto piloto de cultivo de açaí e pirarucu implantado no Reassentamento Santa Rita; e o Piraleite, implantado na BR-364, km 15, numa propriedade de produção consorciada de peixe e capim mombaça, em sistema rotacionado que, como o Piraçaí, vem apresentando excelentes resultados.

 

Outros dois projetos foram implantados com bons resultados em Ariquemes, e mais quatro estão em andamento na Escola Técnica Abaitará, no município de Pimenta Bueno, com boas perspectivas de produção.

 

Fonte: Secom - RO
Autor: 
Secom - RO

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